Altamira Nery Viana resolveu aceitar o chamamento por não ter outra saída. Quantas vezes dizia que iria para outro país para fugir do chamado, pensando que poderia romper o vínculo com a espiritualidade, assim como tantas pessoas que trazem o dever de assumir, como missão traçada pela lei do perdão e do amor, o compromisso com o progresso espiritual, e não assumem.
Altamira partiu aos 54 anos, no auge da sua vida. Amada por sua família, por ter se dedicado tanto aos pais e aos muitos irmãos, ela viveu com intensidade o tempo que lhe coube. O mistério da mediunidade, uma manifestação espiritual que encanta e assusta, foi talvez o principal fio condutor dos caminhos que trilhou. Este é o foco das memórias que a sua irmã Juvinivalda Nery Viana Almeida registra nesta obra e que certamente trarão aos leitores associações com várias outras histórias que eles possam ter testemunhado ou vivido.