FICHA TÉCNICA
Título: A mulher que atravessava paredes
Autor: Carlos Canela
Lobo-guará editora
ISBN: 9786584128019
Ano 2025 | 148 Páginas
Tamanho: 14 x 21
Peso: 0,160 g
Romance, Literatura brasileira
A mulher que atravessava paredes
O livro "A mulher que atravessava paredes" passeia pela linguagem do absurdo e da hiper-realidade para contar a história de dois personagens que, desconectados de seu ambiente e vivendo em mundos extremos em um país dividido por um enorme muro, se encontram e se acham na interseção improvável de seus universos.
Falando de pessoas e seus equívocos, suas escolhas, vaidades e desilusões, em um mundo construído sobre superficialidades e dogmas, o livro constrói um universo alegórico que é sempre conduzido por um narrador na primeira pessoa, fazendo com que cada personagem conte sua própria história.
Mergulhando em um universo sensorial cuja intensidade é resgatada das partes mais íntimas de seus personagens, o livro remete a uma negação de verdades aparentemente óbvias — ou à sua reafirmação com roupagem mais elegante — como se todo o processo de atravessar as camadas indispensáveis da vida fosse sustentado por um código criado para simplificar as relações ou camuflá-las para evitar dilemas “desnecessários” que produziriam outros dilemas e, daí, desarmonia.
Colocando uma espécie de esquerda extrema, estagnada em suas inarredáveis convicções, em oposição a uma extrema-direita também estática, o livro abre espaços para um debate que, longe de estabelecer verdades absolutas, abre as comportas de uma represa de possibilidades, onde o bem e o mal, longe de se oporem como antagonistas eternos, se aproximam no que têm de mais humano em si. Vale conferir!
Nascido em Ervália, MG e batizado Carlos Antônio Duarte da Cruz, foi rebatizado como Carlos Canela graças às enormes e finas canelas e sua completa inabilidade no futebol. Fez Letras na Universidade Federal de Viçosa, onde tomou preguiça pela análise literária e conheceu o teatro, em especial o teatro do absurdo, sob a batuta do mestre Beto Massoni, que escrevia como quem derrubava muralhas.
Em Juiz de Fora, escreveu e dirigiu “Amigos sem Fim” e “Torquato — a pureza é um mito”. Mudou-se para Belo Horizonte, onde escreveu e dirigiu mais duas peças teatrais e conheceu o cinema, que se tornou, mais que uma paixão, uma compulsão, por todo o arsenal criativo que a arte cinematográfica lhe proporcionava. Desde então, roteirizou e dirigiu mais de quinze filmes, curtas médias e longas-metragens, documentários, experimentais e filmes de ficção. Desse universo, “A mulher que atravessava paredes”, seu primeiro livro, se rendeu à literatura, à liberdade e ao desafio de expressão que palavra escrita oferece.

Avaliações
O livro é muito bom! A editora e o autor estão de parabéns!